Como o pistão se move livremente, a pressão é constante. Nessas condições, a densidade de uma mistura gasosa é proporcional à massa molar média, ρ=PMm/RT, o que permite determinar a composição de equilíbrio.
Etapa 1.Calcule a pressão no interior do reator.
A partir da densidade inicial e da massa molar de NOBr (110 molg): P=MNOBrρ0RT=110 molg(4,4 g⋅L−1)(0,082 mol⋅Katm⋅L)(298 K)≈1 atm
Etapa 2.Calcule a massa molar média no equilíbrio.
A pressão e a temperatura são constantes, então ρ/Mm=cte: MNOBrρ0=Mmρ⟹Mm=4,44,0×110 molg=100 molg
Etapa 3.Elabore a tabela de equilíbrio.
Tomando n0 como a quantidade inicial de NOBr:
| NOBr | NO | BrX2 |
|---|
| início | n0 | 0 | 0 |
| reação | −2x | +2x | +x |
| equilíbrio | n0−2x | 2x | x |
Etapa 4.Calcule
x pela massa molar média.
Como a massa total se conserva (mtotal=110n0), Mm=ntotalmtotal=n0+x110n0=100 molg⟹x=0,1n0
Etapa 5.Calcule as pressões parciais no equilíbrio.
As frações molares e as pressões parciais correspondentes são: PNOBrPNOPBrX2=1,1n0n0−0,2n0(1 atm)=0,73 atm=1,1n00,2n0(1 atm)=0,18 atm=1,1n00,1n0(1 atm)=0,09 atm
Etapa 6.(a) Calcule a constante de equilíbrio.
K=(PNOBr)2(PNO)2PBrX2=(0,73)2(0,18)2(0,09)=5,7⋅10−3
Etapa 7.(b) Avalie o efeito da adição de argônio.
Como o pistão é livre, a pressão total permanece constante e o volume aumenta com a introdução do gás inerte. Esse aumento de volume diminui as pressões parciais de todas as espécies. Como Δngaˊs>0, o quociente de reação fica menor que K (Q<K) e o equilíbrio é deslocado no sentido de formação dos produtos.