Os ácidos e as bases ocupam uma posição central na Química Inorgânica porque permitem organizar, com poucas ideias, o comportamento de um grande número de substâncias. Quando uma substância é reconhecida como ácida, básica ou anfótera, muito de sua reatividade já fica sugerido. Essa classificação é particularmente útil em Inorgânica, onde a posição do elemento na Tabela Periódica, a natureza da ligação e a estrutura das espécies determinam tendências claras de comportamento. Nesta seção, o objetivo é estabelecer a origem do comportamento ácido-base das espécies inorgânicas e mostrar como ele se relaciona com a estrutura, com a composição e com algumas propriedades descritivas importantes dessas substâncias.


1J.1aAs definições de ácido e base

Os conceitos de ácido e base foram formulados, sucessivamente, de maneira mais ampla. A definição de Arrhenius foi a primeira a organizar de modo sistemático as reações em água. Nessa definição, um ácido é uma substância que em água aumenta a concentração de íons hidrogênio, e uma base é uma substância que em água aumenta a concentração de íons hidróxido. O cloreto de hidrogênio e o hidróxido de sódio são exemplos clássicos: HCl(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+ClX(aq)NaOH(s)NaX+(aq)+OHX(aq) \begin{aligned} \ce{ HCl(aq) + H2O(l) &-> H3O^+(aq) + Cl^-(aq) }\\ \ce{ NaOH(s) &-> Na^+(aq) + OH^-(aq) } \end{aligned} A água aparece explicitamente porque, em solução aquosa, o próton não existe livre: ele está transferido para uma molécula de água, formando o íon hidrônio, HX3OX+\ce{H3O^+}.

A definição de Arrhenius é útil em água, mas é demasiado estreita para a Química Inorgânica em sentido mais amplo. A definição de Brønsted-Lowry substitui o foco no solvente pelo foco no processo fundamental. Um ácido é um doador de prótons e uma base é um aceitador de prótons. Nessa linguagem, a água pode agir como base ao aceitar um próton de HCl\ce{HCl}: HCl(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+ClX(aq) \ce{ HCl(aq) + H2O(l) -> H3O^+(aq) + Cl^-(aq) } e a amônia pode agir como base ao aceitar um próton da água: NHX3(aq)+HX2O(l)NHX4X+(aq)+OHX(aq) \ce{ NH3(aq) + H2O(l) <=> NH4^+(aq) + OH^-(aq) } O conceito de Brønsted-Lowry é mais útil porque identifica o ponto essencial da reação ácido-base: a transferência de um próton entre duas espécies químicas.

A definição de Lewis é ainda mais ampla. Um ácido de Lewis é um aceitador de par de elétrons e uma base de Lewis é um doador de par de elétrons. Essa definição é especialmente importante em Inorgânica porque permite interpretar o comportamento de espécies que não contêm hidrogênio ácido. O dióxido de carbono, por exemplo, pode aceitar densidade eletrônica da água e, por isso, participar da formação de um ácido: COX2(aq)+HX2O(l)HX2COX3(aq) \ce{ CO2(aq) + H2O(l) <=> H2CO3(aq) } Nesse caso, a linguagem de Lewis esclarece por que um óxido molecular pode exibir comportamento ácido mesmo sem conter um átomo de hidrogênio.

O próton em água

Em água, o próton é sempre uma espécie solvatada. Por isso, a escrita HX+(aq)\ce{H^+(aq)} deve ser entendida como uma forma abreviada de HX3OX+(aq)\ce{H3O^+(aq)} e de seus hidratos relacionados. Em uma discussão ácido-base, HX3OX+\ce{H3O^+} é a representação mais informativa.

A vantagem dessas três definições não está em escolher uma e abandonar as outras, mas em usá-las com discernimento. Arrhenius é adequada para soluções aquosas simples, Brønsted-Lowry descreve a transferência de prótons, e Lewis amplia o conceito para contextos mais gerais da Química Inorgânica, como a química dos óxidos moleculares e dos cátions metálicos.

Em Química Inorgânica, Arrhenius, Brønsted-Lowry e Lewis descrevem o mesmo padrão geral de comportamento, mas em níveis diferentes de abrangência.

1J.1bA origem periódica da acidez e da basicidade

A acidez e a basicidade das espécies inorgânicas estão intimamente relacionadas à posição dos elementos na Tabela Periódica. Em linhas gerais, os elementos mais metálicos tendem a formar óxidos e hidróxidos básicos, os elementos mais não metálicos tendem a formar óxidos ácidos, e os elementos situados na região intermediária frequentemente formam espécies anfóteras. Essa progressão não é arbitrária; ela reflete variações de eletronegatividade, caráter metálico e natureza da ligação.

Os metais fortemente eletropositivos, como os metais alcalinos e muitos metais alcalino-terrosos, formam compostos nos quais o oxigênio aparece com caráter fortemente básico. O óxido de sódio e o óxido de cálcio são exemplos claros: NaX2O(s)+HX2O(l)2NaOH(aq)CaO(s)+HX2O(l)Ca(OH)X2(aq) \begin{aligned} \ce{ Na2O(s) + H2O(l) &-> 2 NaOH(aq) }\\ \ce{ CaO(s) + H2O(l) &-> Ca(OH)2(aq) } \end{aligned} Nesses casos, a ligação possui forte caráter iônico, e o íon óxido, OX2\ce{O^{2-}}, comporta-se como uma base muito forte em água.

À medida que o caráter metálico diminui ao longo de um período, o caráter básico dos óxidos diminui também. O óxido de alumínio, AlX2OX3\ce{Al2O3}, já não é simplesmente básico: ele reage tanto com ácidos quanto com bases fortes e, por isso, é classificado como anfótero. O dióxido de silício, SiOX2\ce{SiO2}, por sua vez, é um óxido ácido, embora pouco reativo com água em condições comuns. Óxidos moleculares de não metais, como SOX3\ce{SO3} e NX2OX5\ce{N2O5}, exibem comportamento ácido ainda mais nítido: SOX3(g)+HX2O(l)HX2SOX4(aq)NX2OX5(s)+HX2O(l)2HNOX3(aq) \begin{aligned} \ce{ SO3(g) + H2O(l) &-> H2SO4(aq) }\\ \ce{ N2O5(s) + H2O(l) &-> 2 HNO3(aq) } \end{aligned} Esses exemplos mostram que o caráter ácido ou básico de um óxido é uma continuação natural das tendências periódicas.

Uma forma particularmente útil de visualizar essa progressão é considerar os óxidos do terceiro período. À medida que se passa de sódio e magnésio para alumínio, silício, fósforo e enxofre, observa-se a transição de óxidos fortemente básicos para óxidos anfóteros e, finalmente, para óxidos ácidos. A Tabela Periódica, portanto, não apenas organiza elementos; ela antecipa padrões de reatividade.

Ponto para pensar

Se NaX2O\ce{Na2O} é básico, SOX3\ce{SO3} é ácido e AlX2OX3\ce{Al2O3} é anfótero, o que a posição de seus elementos no terceiro período sugere sobre a variação do caráter metálico ao longo do período?

A mesma lógica se estende aos hidróxidos. Hidróxidos de metais muito eletropositivos, como NaOH\ce{NaOH} e KOH\ce{KOH}, são bases fortes em água. Hidróxidos de elementos de fronteira, como Al(OH)X3\ce{Al(OH)3}, Zn(OH)X2\ce{Zn(OH)2} e Be(OH)X2\ce{Be(OH)2}, tendem a ser anfóteros. A origem dessas diferenças está, outra vez, na densidade de carga do cátion e no equilíbrio entre o caráter iônico e o caráter covalente da ligação com o oxigênio.

O comportamento ácido-base das espécies inorgânicas reflete a posição do elemento na Tabela Periódica. Em geral, o caráter metálico favorece a basicidade, o caráter não metálico favorece a acidez, e a região intermediária favorece o anfoterismo.

1J.1cA força dos ácidos inorgânicos

A força de um ácido mede a extensão com que ele transfere prótons para a água. Em solução aquosa, um ácido forte está praticamente completamente desprotonado; um ácido fraco está apenas parcialmente desprotonado. A diferença não está na presença ou ausência de hidrogênio na fórmula, mas na facilidade com que a espécie perde um próton e na estabilidade da base conjugada formada.

Nos hidrácidos, a força ácida está fortemente relacionada à força da ligação HX\ce{H-X} e à estabilidade do ânion XX\ce{X^-}. Os quatro hidrácidos halogenados ilustram essa tendência. Apesar da alta eletronegatividade do flúor, o ácido fluorídrico é muito mais fraco do que os demais hidrácidos halogenados porque a ligação HF\ce{H-F} é especialmente forte e curta. Já as ligações HCl\ce{H-Cl}, HBr\ce{H-Br} e HI\ce{H-I} tornam-se progressivamente mais fáceis de romper: HF(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+FX(aq)HCl(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+ClX(aq)HBr(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+BrX(aq)HI(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+IX(aq) \begin{aligned} \ce{ HF(aq) + H2O(l) &<=> H3O^+(aq) + F^-(aq) }\\ \ce{ HCl(aq) + H2O(l) &-> H3O^+(aq) + Cl^-(aq) }\\ \ce{ HBr(aq) + H2O(l) &-> H3O^+(aq) + Br^-(aq) }\\ \ce{ HI(aq) + H2O(l) &-> H3O^+(aq) + I^-(aq) } \end{aligned} Assim, a ordem de força ácida em água é HF<HCl<HBr<HI\ce{HF} < \ce{HCl} < \ce{HBr} < \ce{HI}.

Atenção

A eletronegatividade do átomo ligado ao hidrogênio, por si só, não determina a força ácida. Nos hidrácidos, a energia de ligação e a estabilidade do ânion conjugado são decisivas. É por isso que HF\ce{HF} é mais fraco do que HCl\ce{HCl}, HBr\ce{HBr} e HI\ce{HI}.

Nos oxoácidos, a tendência é diferente. Neles, a força ácida depende principalmente da capacidade de a estrutura estabilizar a carga negativa da base conjugada. Quanto maior a retirada de densidade eletrônica do grupo OH\ce{O-H} e quanto maior a possibilidade de estabilização após a desprotonação, mais forte tende a ser o ácido. É por isso que, para um mesmo elemento central, o ácido com maior número de oxigênios não protonados é geralmente mais forte: HNOX2(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+NOX2X(aq)HNOX3(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+NOX3X(aq) \begin{aligned} \ce{ HNO2(aq) + H2O(l) &<=> H3O^+(aq) + NO2^-(aq) }\\ \ce{ HNO3(aq) + H2O(l) &-> H3O^+(aq) + NO3^-(aq) } \end{aligned} e, de modo análogo, HX2SOX3(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+HSOX3X(aq)HX2SOX4(aq)+HX2O(l)HX3OX+(aq)+HSOX4X(aq) \begin{aligned} \ce{ H2SO3(aq) + H2O(l) &<=> H3O^+(aq) + HSO3^-(aq) }\\ \ce{ H2SO4(aq) + H2O(l) &-> H3O^+(aq) + HSO4^-(aq) } \end{aligned} No primeiro próton do ácido sulfúrico, a desprotonação é praticamente completa em água; no ácido sulfuroso, não.

A mesma ideia explica a progressão dos oxoácidos do cloro: HClO(aq)<HClOX2(aq)<HClOX3(aq)<HClOX4(aq) \ce{HClO(aq)} < \ce{HClO2(aq)} < \ce{HClO3(aq)} < \ce{HClO4(aq)} Essa ordem deve ser entendida como uma ordem de força ácida crescente, e não como uma reação química. O aumento do número de oxigênios retira densidade eletrônica do grupo OH\ce{O-H} e estabiliza melhor a base conjugada após a desprotonação.

Ponto para pensar

Por que a substituição de HClO\ce{HClO} por HClOX4\ce{HClO4} torna o ácido muito mais forte, se o átomo central continua sendo o cloro?

A força ácida também deve ser distinguida da volatilidade. Um ácido pode ser forte e volátil, como HCl\ce{HCl} e HNOX3\ce{HNO3}, ou forte e pouco volátil, como HX2SOX4\ce{H2SO4}. A força mede a facilidade de doar prótons em um dado solvente; a volatilidade mede a tendência de a substância passar para a fase vapor. Essas duas propriedades são independentes. Em Química Inorgânica descritiva, essa distinção é importante porque muitos procedimentos de laboratório exploram justamente ácidos pouco voláteis para liberar ácidos voláteis de seus sais. O aquecimento de cloreto de sódio com ácido sulfúrico concentrado é um exemplo clássico: NaCl(s)+HX2SOX4(l)NaHSOX4(s)+HCl(g) \ce{ NaCl(s) + H2SO4(l) -> NaHSO4(s) + HCl(g) } O ácido clorídrico, que é volátil, desprende-se como gás, enquanto o ácido sulfúrico, um ácido fixo, permanece no sistema. De modo análogo, nitratos podem liberar ácido nítrico e fluoretos podem liberar ácido fluorídrico em presença de um ácido fixo apropriado: KNOX3(s)+HX2SOX4(l)KHSOX4(s)+HNOX3(g)CaFX2(s)+HX2SOX4(l)CaSOX4(s)+2HF(g) \begin{aligned} \ce{ KNO3(s) + H2SO4(l) &-> KHSO4(s) + HNO3(g) }\\ \ce{ CaF2(s) + H2SO4(l) &-> CaSO4(s) + 2 HF(g) } \end{aligned} Os ácidos mais usuais dessa classificação descritiva são os ácidos voláteis, como HCl\ce{HCl}, HBr\ce{HBr}, HI\ce{HI}, HNOX3\ce{HNO3}, HF\ce{HF} e HX2S\ce{H2S}, e os ácidos fixos, como HX2SOX4\ce{H2SO4}, HX3POX4\ce{H3PO4} e HX3BOX3\ce{H3BO3}. A distinção é particularmente útil em preparações e em interpretações de reações de deslocamento de ácidos.

Ácido forte não é, necessariamente, ácido volátil

A força ácida e a volatilidade são propriedades diferentes. HCl\ce{HCl} e HNOX3\ce{HNO3} são fortes e voláteis; HX2SOX4\ce{H2SO4} é forte, mas fixo. Já HF\ce{HF} é relativamente fraco em água, mas volátil.

Em Química Inorgânica, o que interessa não é memorizar uma lista extensa de ácidos fortes, fracos, voláteis ou fixos, mas reconhecer tendências. Nos hidrácidos, a força depende fortemente da ligação com o hidrogênio e da estabilidade do ânion. Nos oxoácidos, ela depende da estrutura do grupo oxigenado e da estabilização da base conjugada. A volatilidade, por sua vez, é uma propriedade física que se torna quimicamente importante em muitas transformações descritivas.

A força de um ácido inorgânico é uma propriedade estrutural; a volatilidade é uma propriedade física. Em Química Inorgânica descritiva, ambas são importantes, mas não devem ser confundidas.

1J.1dA acidez dos cátions metálicos e o anfoterismo

A acidez em solução aquosa não é exclusiva de moléculas como HCl\ce{HCl}, HNOX3\ce{HNO3} ou HX2SOX4\ce{H2SO4}. Muitos cátions metálicos hidratados também podem contribuir para a acidez da solução. Quando um cátion pequeno e com alta carga se encontra em água, ele polariza fortemente as moléculas de água ligadas em sua esfera de hidratação. Essa polarização enfraquece as ligações OH\ce{O-H} e facilita a transferência de um próton para outra molécula de água: [Al(HX2O)X6]X3+(aq)+HX2O(l)[Al(HX2O)X5(OH)]X2+(aq)+HX3OX+(aq) \ce{ [Al(H2O)6]^3+(aq) + H2O(l) <=> [Al(H2O)5(OH)]^2+(aq) + H3O^+(aq) } Essa reação mostra que a solução de um sal de alumínio pode ser ácida mesmo sem conter uma molécula de ácido molecular no sentido mais simples do termo.

A tendência é clara: quanto maior a carga do cátion e quanto menor o seu raio, maior é sua densidade de carga e mais intensa é a polarização das moléculas de água coordenadas. Por isso, cátions como AlX3+\ce{Al^3+} e FeX3+\ce{Fe^3+} acidificam a água mais fortemente do que cátions como NaX+\ce{Na^+} ou KX+\ce{K^+}, cuja carga é menor e cujo efeito polarizante é muito mais fraco. O mesmo raciocínio se aplica, em graus diferentes, a espécies como BeX2+\ce{Be^{2+}}, CrX3+\ce{Cr^{3+}} e SnX4+\ce{Sn^{4+}}, que também exibem forte poder polarizante.

Esse mesmo equilíbrio entre caráter metálico e não metálico aparece no anfoterismo de hidróxidos e óxidos. Uma espécie anfótera reage tanto com ácidos quanto com bases fortes. O hidróxido de alumínio é o exemplo mais conhecido: Al(OH)X3(s)+3HX+(aq)AlX3+(aq)+3HX2O(l)Al(OH)X3(s)+OHX(aq)[Al(OH)X4]X(aq) \begin{aligned} \ce{ Al(OH)3(s) + 3 H^+(aq) &-> Al^3+(aq) + 3 H2O(l) }\\ \ce{ Al(OH)3(s) + OH^-(aq) &-> [Al(OH)4]^-(aq) } \end{aligned} Na primeira reação, Al(OH)X3\ce{Al(OH)3} atua como base. Na segunda, atua como ácido em relação à base forte, originando um hidroxocomplexo. O mesmo padrão aparece no hidróxido de zinco, Zn(OH)X2\ce{Zn(OH)2} e no hidróxido de berílio, Be(OH)X2\ce{Be(OH)2}.

A densidade de carga importa

A força polarizante de um cátion aumenta quando sua carga aumenta e seu raio diminui. Cátions pequenos e muito carregados acidificam a água com mais facilidade e favorecem o aparecimento de espécies anfóteras porque tornam as ligações com o oxigênio menos puramente iônicas.

O anfoterismo é mais bem entendido como um comportamento intermediário. Uma espécie não é suficientemente metálica para agir apenas como base, nem suficientemente não metálica para agir apenas como ácido. Por isso, substâncias como BeO\ce{BeO}, AlX2OX3\ce{Al2O3}, ZnO\ce{ZnO}, SnOX2\ce{SnO2}, Be(OH)X2\ce{Be(OH)2}, Al(OH)X3\ce{Al(OH)3} e Zn(OH)X2\ce{Zn(OH)2} ocupam uma posição central na Química Inorgânica descritiva: elas mostram que a classificação ácido-base, embora muito útil, precisa ser lida à luz da estrutura e da posição periódica.

A acidez de muitos cátions metálicos e o anfoterismo de óxidos e hidróxidos têm a mesma origem geral: alta densidade de carga, forte polarização das ligações com o oxigênio e posição intermediária entre o caráter fortemente metálico e o fortemente não metálico.