Em cada um dos casos abaixo, proponha uma síntese para a molécula-alvo indicada, partindo de um haleto alquílico de sua escolha. Mostre sua análise retrossintética e, em seguida, forneça uma síntese completa com todos os reagentes necessários.
A análise retrossintética de uma reação identifica a ligação formada na reação e a desconecta, posicionando o nucleófilo (geralmente o átomo mais eletronegativo) e o eletrófilo (carbono ligado a um grupo de saída, como , , ou ).
A análise retrossintética desconecta a ligação do grupo ciano:

O cianeto, , é um ânion estável, sendo escolhido como nucleófilo. O carbono no outro lado da desconexão deve receber o grupo de saída:

O cianeto é um nucleófilo forte, mas uma base fraca, de modo que não há competição significativa entre e E2. Com substrato primário, a ocorre sem dificuldade.
A síntese direta usa como fonte de cianeto sobre o brometo correspondente:

A análise retrossintética desconecta a ligação do tiol:

O enxofre, mais eletronegativo, atua como nucleófilo (íon hidrosulfeto, ). O carbono no outro lado recebe o grupo de saída:

O hidrosulfeto é um nucleófilo forte, mas uma base fraca, de modo que não há competição significativa com E2. Com substrato secundário, a ocorre adequadamente.
A síntese direta usa sobre o brometo correspondente:

A análise retrossintética desconecta uma das ligações do éter (ambas as desconexões são válidas):

Pela primeira desconexão, o oxigênio atua como nucleófilo (íon metóxido) e o carbono no outro lado recebe o grupo de saída:

O metóxido é um nucleófilo e uma base fortes; ambas as vias e E2 devem ser consideradas. Com substrato primário e nucleófilo pouco impedido, a predomina.
A síntese direta usa sobre o brometo correspondente:

A segunda desconexão é igualmente válida. Como o iodeto de metila é um líquido à temperatura ambiente, é mais conveniente que o cloreto ou o brometo (gases):

A análise retrossintética do éster desconecta a ligação entre o oxigênio e o carbono (a desconexão na ligação ao carbono não é viável, pois carbonos não participam de reações ):

O oxigênio do íon carboxilato atua como nucleófilo. O carbono no outro lado recebe o grupo de saída:

O carboxilato é um nucleófilo forte, mas a carga negativa é deslocalizada por ressonância, tornando-o uma base fraca. A via não tem competição significativa com E2. Com substrato primário, a ocorre sem dificuldade.
A síntese direta usa o sal de sódio do carboxilato sobre o brometo correspondente:

A análise retrossintética desconecta a ligação do álcool:

O oxigênio atua como nucleófilo (íon hidróxido). O carbono no outro lado recebe o grupo de saída:

O hidróxido é um nucleófilo e uma base fortes; ambas as vias devem ser consideradas. Com substrato primário e nucleófilo pouco impedido, a predomina.
A síntese direta usa sobre o brometo correspondente:

A análise retrossintética desconecta a ligação do grupo ciano:

O cianeto atua como nucleófilo. O carbono no outro lado recebe o grupo de saída. Para garantir a estereoquímica desejada, lembre-se que a ocorre com inversão de configuração: para que o nucleófilo fique em ligação tracejada, o grupo de saída deve estar em cunha:

O cianeto é um nucleófilo forte, mas uma base fraca, de modo que não há competição com E2. Com substrato secundário, a ocorre adequadamente.
A síntese direta usa sobre o brometo correspondente:
